Semana passada eu recebi uma ligação não menos que inusitada. Uma amiga antiga, de vários anos atrás... Não sei por que ela se lembrou de mim aquele dia e resolveu me ligar, mas fico muito feliz por ela ter feito isso. A vozinha mansa, o jeito de rir. Parecia exatamente a mesma amiga que eu deixei escapulir um tempo para trás.
Ela me perguntou sobre partes de mim que nem eu me lembrava que existia. Uma Carol cantora... Uma escritora, uma amiga, uma namorada, uma poetiza, uma musicista. Acho que eu havia esquecido que eu podia ser tanta coisa. E enquanto eu pensava nessas versões de mim que ela expunha com tanta tranquilidade pensei também em como parecia que ela estivera do meu lado toda aquele tempo, mesmo não estando lá, de fato.
Sem querer, comecei a segregar tipos de amigos. Tem aqueles amigos, como essa minha, que podem ficar sem te ver ou ouvir por um longo tempo, mas quando te vêem novamente, parecem exatamente iguais que na ultima vez. E esse tipo de amigo não te culpa por não ter tido noticias suas ou por que você não foi vê-lo(a) no dia do seu aniversário. Esse tipo de amigo vai perguntar como estão indo as coisas, e vão sorrir do fundo do coração quando você disser que esta tudo bem, que você passou na faculdade ou que conseguiu um ótimo emprego. No meu caso, a boa noticia provavelmente é que terminei uma historia de longa data.
Tem aqueles amigos que você ama do fundo do seu coração, mas que não estão mais como eram. Esses são os que você não consegue mais conversar, por que suas vidas são muito diferentes, os amigos desse seu amigo não combinam nada com os seus e ele não consegue entender suas opiniões politicas. Esses amigos a gente deixa guardado num cantinho do coração. Foram importantes nos momentos que estiveram com você, mas agora não fariam sentido na sua vida, nem seria uma convivência legal para ambos.
E tem um ultimo tipo de amigo... Aquele amigo que te vê duas vezes por semana mesmo vocês não estarem estudando juntos. Aquele amigo que diz, ah, estou indo na sua casa. Que chama sua avó de vó também. Que te chama a atenção e acalenta ao mesmo tempo. Esses amigos que abrem a geladeira e conversam com seus pais mais que você.
Sou muito feliz em dizer que meus amigos estilo um e estilo três são simplesmente fantásticos. Espero que eles possam permanecer comigo e eu com eles. Por que sozinho ninguém consegue fazer nada.
Um escritor não existe sem leitor. Um filho não existe sem uma mãe. Um professor não serve de nada sem aluno.
Uma pessoa não é uma pessoa sem amigos.
Eu estava irritada com meu cabelo. Grande, quebrado, sem cachos nas pontas. Daí eu vi um vídeo no YouTube, lavei meu cabelo, peguei a tesoura e cortei. Cortei um tanto. Meu cabelo do meio das costas ficou na nuca. E eu passei uns bom minutos me admirando no espelho, achando que tinha ficado muito bom. Até que vieram os primeiros comentários. "Quando seca vai ficar armado e feio" "Eu gostava mais de você de cabelo grande" "Desse jeito não dá para prender, você tem que andar sempre com uma gominha no bolso" "Nossa, sua louca, por que você fez isso?". Fiz. Fiz por que quis. E mesmo assim me senti mal com os primeiros comentários ruins. No entanto, a quantidade de comentários legais que vieram depois, superaram em muito os primeiros ruins. "Seu cabelo está lindo!" "Olha quantos cachos!" "Você ficou mais bonita assim" "Combina com seu rosto". Daí eu agradeci. E comecei a refletir. POR QUE (ah, De...
Carol estava com saudades de ler o que vc escreve.Eu não sei sobre quem vc escreveu só sei que me emocionei,e que sinto a mesma coisa sobre você.Posso dizer com toda franqueza que vc é uma escritora incrível .
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